Isso é verdade mas, até certo ponto. Em algum momento as
diferenças se tornaram muitas e as vezes gritante até. Foi o momento de assumir
que algo não estava “certo”.
Assumir??? Sim, assumir, nós pais, mesmo de primeira viagem,
no nosso íntimo sabemos como as coisas estão, sentimos. E na verdade é preciso
apenas admitir que é preciso procurar ajuda.
É fácil? Mas de forma alguma. Aceitar que algo pode estar “errado”
é recriar nossas expectativas ou não criar nenhuma sobre o novo. É abrir mão do
que se esperava sobre a maternidade e pensar: as vezes isso (algo particular de
cada um) que tanto desejei para minha filha e para mim como mãe, pode nunca
acontecer. Isso é doloroso e difícil.
Mas é preciso agir rápido quando algum comportamento ou
desenvolvimento foge muito da curva. Se torna atípico.
No caso da Manu pude observar que crianças da sua idade
dançavam a música do Pintinho Amarelinho, fazendo com as mãos os movimentos da
canção, e ela pouco se interessava por isso. Ouvia músicas mas não participava
de forma interativa com elas. As primeiras palavras não vinham, mesmo com o
tempo passando, mesmo depois de completar um aninho, a fala não acontecia,
apenas algumas pequenas palavras foram usadas pela Manu em raros momentos, como
NÃO e JÁ e não aconteceu mais por um bom tempo. Isso entre outras coisas nos
levaram ao questionamento se ela tinha autismo.
O pediatra da Manu na época, dr. Ivanildo, foi super
importante no diagnostico de autismo da Manu.
Diante das minhas pontuações sobre o que a Manu fazia ou não, ele aplicou um questionário que apontou que a Manu tinha características que a colocariam dentro do espectro do autismo. E assim ele me direcionou para um neuro-psiquiatra infantil em Belo Horizonte, nesta época morávamos em Arcos/MG.
O diagnóstico precoce é muito importante. Ele lhe da
possibilidade de uma intervenção precoce. Mas pra isso, nós pais, precisamos
estar atentos aos sinais e sermos sinceros quanto a real situação dos nossos
filhos.
Tchau pessoal, até breve!
O questionário se chama M-CHATR (Modifield Checklist for Autism in Toddlers) e este é o link para acessá-lo: https://pebmed.com.br/como-identificar-o-transtorno-do-espectro-autista/
E um lembrete: a avaliação pela M-CHAT é obrigatória para
crianças em consultas pediátricas de acompanhamento realizadas pelo Sistema
Único de Saúde (SUS), segundo a lei 13.438/17. Caso você suspeite de comportamentos do seu filho, peça ao
pediatra para aplicar o teste e busque um especialista, se necessário.

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